Tribuna dos Lagos: Mil Edições de Resistência e Compromisso com Dois Vizinhos
Mil edições. Um marco que carrega muito mais do que números — carrega histórias, lutas, vozes e a alma de uma cidade. O Tribuna dos Lagos chega a esse feito com a dignidade de quem nunca se curvou às dificuldades, mesmo quando elas pareciam intransponíveis.
Desde 1997, quando ainda trilhávamos os primeiros passos com outros jornais, enfrentamos o que muitos chamam de “crise”. Mas para nós, a crise nunca foi novidade — ela sempre esteve presente. Não por falta de vontade, talento ou dedicação, mas pela ausência de apoio das entidades que deveriam ser as primeiras a fortalecer a imprensa local: a associação empresarial, a câmara de vereadores, a própria prefeitura. Em vez de incentivo, muitas vezes sentimos o peso da indiferença — ou pior, da tentativa de silenciamento.
Houve momentos em que parecia haver forças empenhadas em nos derrubar. Um episódio emblemático foi quando uma pessoa que reivindicou, em tom de ameaça, toda a verba de comunicação da Câmara de Vereadores para sua emissora. Outros episódios vieram com presidentes da Associações Rural e Empresarial que viraram o rosto, ou prefeitos que preferiram ignorar o papel essencial de um jornal livre e atuante.
Mas sobrevivemos. E mais do que isso: crescemos. Com cada assinatura conquistada com esforço, com cada comerciante que acreditou em nós, com cada leitor que encontrou nas nossas páginas um reflexo da sua realidade. A eles, devemos tudo. Foram essas mãos estendidas, esses gestos de confiança, que nos mantiveram firmes ao longo de quase três décadas.
O Tribuna dos Lagos não é apenas um jornal. É um símbolo de resistência, de compromisso com a verdade e com a comunidade de Dois Vizinhos. Chegar à milésima edição é uma vitória coletiva — de quem escreve, de quem lê, de quem acredita que a informação é um bem público e essencial.
Seguimos em frente, com a mesma coragem de sempre. Porque comunicar é resistir — e resistir, para nós, é existir. Hoje, nossa presença se amplia com a força da internet, que nos conecta a ainda mais pessoas. Desde 2005, com o lançamento do nosso site, e especialmente a partir de 2016, quando passamos a cobrir eventos também nas redes sociais, expandimos nossa voz. Fotos, vídeos, entrevistas — centenas delas — estão registradas em nosso canal no YouTube, no Facebook e no Instagram. São marcas vivas de uma história que ninguém pode apagar, arranhar ou ignorar. E mesmo diante de tentativas de nos excluir ou minimizar nossa importância, seguimos firmes. Porque desistir nunca foi opção; feio é o ato de quem tenta calar, não de quem insiste em existir.